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» mapa
com resultado do monitoramento da qualidade das águas
Os resultados que mais chamaram a atenção,
estão relacionados aos parâmetros ambientais
analisados, pois segundo o levantamento de dados e o
monitoramento realizado pelos grupos, a região sofre
com graves problemas ambientais que podem comprometer em um
curto prazo de tempo, tanto a qualidade como a
produção de água na região.
Lixo Urbano: Foram
detectados problemas com a disposição do lixo
urbano, que na maioria dos municípios é feito em
locais impróprios, como fundos de vale ou
próximos as nascentes de córregos e riachos
que deságuam nos principais rios da região.
Durante o projeto alguns grupos se mobilizaram para a limpeza
do lixo acumulado nas margens dos rios. Só na cidade de
Iguape, em um trecho de 400 metros foram recolhidos 60 sacos
de 100 litros com garrafas plásticas em um único
dia.
Esgoto: Falta de
saneamento básico, pois a zona rural de muitos
municípios ainda jogam seus esgotos sem tratamento nas
águas dos rios da região.
Mata Ciliar: Falta de
planejamento agrícola, pois uma grande parte das
plantações de banana do Vale estão nas
áreas de várzea ou até mesmo
próximas as calhas dos rios. Este procedimento
agrícola que retira a mata ciliar existente para o
plantio de monocultura, tem como conseqüências,
constantes cheias e inundações cada vez maiores,
devido ao assoreamento do leito dos rios, provocado
pela grande quantidade de areia que é levada do solo
sem proteção, pela ação das chuvas
e dos ventos. O trecho entre as cidade de Iporanga e Iguape,
de acordo com o levantamento realizado pelos grupos, existe
apenas 3,5% de mata ciliar do que existia originalmente.
Alguns grupos se mobilizaram para recuperar as margens dos
pontos analisados com mudas de mata ciliar, foram fornecidas
pela SOS e plantadas pelos grupos cerca de 1.850 mudas de
árvores.
Metais Pesados e
Organoclorados: A contaminação das
águas por metais pesados no Alto Vale e organoclorados
na região estuarina, advindos de processos
minerários e pesticidas proibidos utilizados
em lavouras da região, são outros problemas
apontados pelos grupos como de grave conseqüência
para a saúde pública e produção de
organismos aquáticos.
Barragens: A
construção de quatro barragens no Rio Ribeira de
Iguape, também são considerados problemas de
grave conseqüência, pois os principais estudos
relacionados com a construção das mesmas,
apontam para grandes danos ambientais, como desmatamentos
significativos de Mata Atlântica, comprometimento da
qualidade ambiental dos recursos hídricos e
ameaça direta às áreas das
populações tradicionais da região como as
Comunidades Quilombólas.
Valo Grande: O
término das obras da Barragem do Valo Grande
também foi citado pelos grupos, como problema
prioritário para discussão e
resolução, uma vez que todos os estudos
técnicos realizados na região, são
unânimes em afirmar que as água do ribeira,
além de contaminar o estuário com pesticidas
organoclorados, altera significativamente o frágil
ecossistema, comprometendo a qualidade ambiental e a
reprodução das espécies de peixes,
moluscos e crustáceos. O sistema Lagunar, considerado
por cientistas com um dos mais importantes
berçários naturais de espécies marinhas
do mundo, está agonizando ao receber, via Canal do Valo
Grande, cerca de 2/3 do volume total das águas do Rio
Ribeira, despejando anualmente aproximadamente 2,6
milhões de toneladas de solos e resíduos em suas
águas.
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