Durante a Conferência
Mundial Sobre Água Doce, realizada no mês de
dezembro de 2001, em Bonn, na Alemanha, a vice-ministra
alemã para Cooperação Econômica e
Desenvolvimento, Uschi Eid, afirmou que há água
suficiente no planeta para atender as necessidades da
população global e que todo o problema
está relacionado a má distribuição.
Para a ONU (Organização
das Nações Unidas), o acesso à
água não é apenas um direito, mas uma
questão de dignidade humana.
O fato é que 1,2
bilhão de pessoas ou 35% da população
mundial não têm acesso a água tratada,
e 1,8 bilhões ou 43% das pessoas do planeta
não contam com serviços adequado de saneamento
básico. Esses números evidenciam o problema
da distribuição desigual, mas, não
podemos esquecer que no século XX, a
população mundial cresceu três vezes e
consequentemente o consumo de água aumentou seis vezes.
Até o ano 2000,
segundo relatórios do Banco Mundial, seriam
necessários investimentos na ordem de US$ 800
bilhões em tratamento e abastecimento de água
para minimizar as desigualdades sociais e enfrentar a
situação de falta de saneamento básico,
como uma importante ferramenta de saúde pública.
A Agenda 21, elaborada
durante a Conferência Mundial das Nações
Unidas sobre Meio Ambiente, a Eco-92, dedicou um
capítulo especial à questão da
água, onde preconiza o uso sustentável dos
recursos hídricos, orientando todas as
nações para a extrema necessidade de recuperar e
garantir a qualidade das águas. Porém, passados
quase dez anos, o mundo volta a discutir o mesmo tema, pois
ainda assistimos à constante degradação
dos rios, dos mananciais superficiais e subterrâneos e a
padrões não sustentáveis de consumo de
água.
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