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Em
1993, por meio do Núcleo União Pró Tietê, a SOS Mata
Atlântica deu início
a uma proposta
inovadora de educação ambiental.
Promoveu o resgate das pessoas
que se mantinham ligadas ao rio e principalmente à identidade
cultural e as tradições dos
moradores de municípios ribeirinhos.
Dessa forma, o
Observando começou a envolver os mais
diversos atores
sociais, num total de 78 grupos de monitoramento, ao
longo dos
1.100 quilômetros do rio Tietê.
Os
integrantes dos
grupos passaram a "olhar" para os rios e
paisagens de suas bacias e começaram a
planejar ações locais ou regionais, com a comunidade.

O monitoramento
da qualidade da água foi o instrumento de mobilização
que desencadeou um processo participativo de integração
com a comunidade e envolveu cada "grupo",
transformando-os em agentes multiplicadores das questões
ambientais no seu município e região.
Esse período foi marcado por ações concretas em
relação às questões
ambientais, em específico às ligadas ao rio Tietê e
a alguns de
seus principais afluentes, como os rios Sorocaba,
Jundiaí, Capivari, entre outrps.
Os grupos Icatu
e Tietê Pró Tietê, realizaram os primeiros monitoramento
da qualidade
da água na sub-bacia do Médio
Tietê/Sorocaba. No Baixo Tietê
o Vidagua, o Fórum Pró-Batalha e diversas lideranças
passaram a monitorar a qualidade das sub-bacias e rios
que deságuam no Tietê.
Em
95, essas entidades ambientalistas e grupos se engajaram
no processo
de implantação dos Comitês
de Bacias Hidrográficas e assumiram
funções nesses colegiados.No ano de 96, a SOS Mata
Atlântica implantou,
com apoio da comunidade, uma sede na bacia
do Médio Tietê, na Estrada Parque,
e fortaleceu suas
atividades e ações de educação ambiental na região.
O Núcleo de
Educação Ambiental montado na Estrada Parque APA Rio
Tietê (Rodovia
dos Romeiros), entre os municípios de Itu e Cabreúva, tornou-se um
centro de
referência para os grupos de monitoramento, escolas,
organizações não
governamentais, escoteiros,
pesquisadores, poder público e iniciativa
privada.
Isso
permitiu a participação efetiva da SOS Mata Atlântica
no Comitê
de Bacias Hidrográficas e a aprovação do projeto
Observando o
Sorocaba/Médio Tietê, com financiamento do
Fehidro-Fundo Estadual
de Recursos Hídricos, no ano de 97, com
participação de todos
os integrantes
dos 34 municípios que compõem esse colegiado.
No dia
Internacional
da Água, 22 de março de 1999, assinamos no Palácio dos
Bandeirantes, novo convênio
com o Fehidro que permitiu ampliar esse
trabalho, com
a participação de maiss doze grupos de monitoramento
na
região do Médio Tietê.
No Vale do
Ribeira
A
metodologia do programa de educação ambiental
do
"Observando o Tietê", trouxe resultados positivos e foi
replicada continuamente em diversas bacias hidrográficas,
com os projetos: Observando o Ribeira,
desenvolvido no Vale do Ribeira, do Observando o
Sorocaba e Médio Tietê e do projeto Olho D’água, em
Curitiba.
Em
2000
a SOS Mata Atlântica firmou convênio com o Comitê da
Bacia Hidrográfica do Rio Ribeira de Iguape e com o
FEHIDRO - Fundo Estadual de Recursos Hídricos e formou
36 grupos de monitoramento. A partir
da atuação desses
grupos e dos coordenadores, o projeto envolveu, na sua
primeira fase, mais de 10.000 pessoas em toda a Bacia.
Em
2003, na segunda etapa do projeto,
foram formados mais 91 grupos, compostos
por Escolas Estaduais do Vale do Ribeira.
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