CONCLUSÕES

A água não é o único elemento natural do ambiente. Por isso não deve ser vista isoladamente (LANNA, 1997).
A presença ou ausência de cobertura florestal em uma bacia hidrográfica influencia a qualidade e a quantidade da água, da mesma forma em que as formas de uso do solo são determinantes para a conservação dos mananciais hídricos.
A gestão ambiental de uma bacia hidrográfica deve contemplar a qualidade e o gerenciamento da oferta e da demanda dos outros recursos naturais, como o solo, o ar, a fauna, a flora e a energia.
O conceito de desenvolvimento sustentável pode ser visto como um guia para a política pública de conservação e gestão integradas de recursos hídricos e florestais em uma bacia hidrográfica.
O processo de decisões nos organismos gestores de bacia deve ser democrático e com efetiva participação dos diferentes segmentos sociais.
Há necessidade de que os Comitês de Bacias se constituam de fato em fóruns de planejamento e de tomada de decisão em temas relacionados ao desenvolvimento sustentável, acrescendo ao seu papel de gestor das águas, responsabilidades mais ampliadas.
O Sistema de Gestão da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica e outros organismos gestores de florestas devem interagir cada vez mais com os organismos gestores de bacias, reforçando a viabilização de iniciativas que atendam objetivos comuns.